De um saguão lotado fiz uma micareta
Nibelunga do cabelo duro chama a atenção para o fato de o abaixo-assinado online pró-rabino ser muito mais popular do que o abaixo-assinado pró-CPI do Apagão. Qual é a razão do espanto é que eu não entendo. Conhecemos todos o modus operandi dessa grande nação que nos provê todos de sol farto e bundas boas. Uma fofoca de salão causa muito mais frisson, como diz Tunai, do que questões de comissão parlamentar. Quem é que quer resolver isso que chamam de crise aérea? Não entendo a Nibelunga, embora seja minha metade. Por que os géis parlamentares que a desagradam deveriam ser caros aos seus compatriotas?
Além do mais, a crise aérea tem o aspecto positivo de promover a distribuição de lanches e diárias de hotel que, na boa, a maioria dos viajantes deve considerar bônus. Eu consideraria, mas não viajei mais de avião (e evito) desde que tive meu couro cabeludo sugado pela turbina de um jato, em 1985. Se os viajandos não saem correndo quando vêem um saguão de aeroporto lotado; se levam aquele monte de malas feias que nem a porra pra fila querendo despachar e depois se acotovelam em torno das esteiras para resgatá-las; se o máximo de indignação que toma a turma do aeroporto é virar balcão em cima de atendente Suéllersen; é porque deve ser bom. Inclusivemente eu gostaria de saber se não há um índice da Infraero contabilizando quantos fetos a crise aérea fabricou nesses seis meses.